Chatbots: fique de olho nessa tendência tecnológica

Chatbots: fique de olho nessa tendência tecnológica

Para trazer mais dinamismo e agilidade na comunicação e atendimento ao cliente, os bots estão se tornando uma tendência cada vez mais forte.

Muito popular no segmento mobile, já que bilhões de celulares são utilizados ao redor do mundo diariamente, os bots – ou pequenos robôs – representam uma nova tecnologia baseada em inteligência artificial e trabalham como atendentes virtuais realizando tarefas que vão desde responder uma pergunta básica quanto ao funcionamento de um produto até pedir pizza para o usuário sem a necessidade de um app.

Se considerarmos que existem hoje cerca de quatro bilhões de smartphones no planeta, número que supera a quantidade de pessoas que têm acesso a condições sanitárias ao redor do mundo, por exemplo, imagine a quantidade de oportunidades a serem exploradas por multinacionais a startups para mudar completamente os hábitos de consumo do mercado.

Então se você ainda estava por fora do assunto, é bom começar a se inteirar...

Onde estão os bots

Os bots estão alocados em serviços de troca de mensagens como Messenger e WhatsApp, e se transformaram em mais um hub de conteúdo digital. Em termos de operação o funcionamento é simples: o robô entende a demanda do usuário e executa qualquer função que um aplicativo faria com agilidade, simulando uma conversa, um diálogo mesmo entre humanos.

Portanto, existe uma excelente oportunidade para as marcas utilizarem os aplicativos de troca de mensagem para disponibilizar seus serviços a um número expressivo de usuários por intermédio dos chatbots.

Para se ter uma ideia, segundo dados do Gartner:

• Em 2018 mais de três milhões de trabalhadores no mundo inteiro serão liderados por chefes robôs;
• 20% de conteúdos relacionados a trabalho serão geridos por máquinas;
• E 45% das empresas de alto potencial terão menos empregados do que instâncias representadas por máquinas.

E quais são as tendências?

O Facebook tem cerca de 1,7 bilhão de pessoas conectadas à rede e o Instagram, a rede social que mais cresce no mundo atualmente, tem mais de 500 milhões de pessoas conectadas a ele. Hoje, mais de 1.5 bilhão de pessoas usam ativamente o WhatsApp e o Messenger a cada mês, as principais plataformas para chatbots atualmente. E mais de 60 bilhões de mensagens são processadas diariamente por meio dessas duas plataformas, o equivalente a mais de três vezes o que é enviado por SMS.

“O Messenger, em termos de mensageria, é a que mais cresce no mundo”, diz Dário Dal Piaz, líder de parcerias de produtos do Facebook para o Brasil. Por isso, esta ferramenta se tornou um dos principais meios de comunicação entre marcas e consumidores. De acordo com Dário, há cerca de 30 mil bots em funcionamento no Messenger. No Brasil, mais de mil bots são utilizados.

A empresa está trabalhando há três anos no desenvolvimento desta plataforma, e em 2015 foi aberta para inserção de conteúdos customizados através do Messenger. Neste ano, foi lançada a versão Beta, que permite a construção de bots e diálogos de mensagens. “Nas experiências que vimos durante a construção dos bots, vimos que elas dão certo principalmente nestes quatro pilares: melhorar o reconhecimento de marca; aquisição de clientes; aquisição de novas funcionalidades; e oferecimento de novos serviços, que ficam muito mais dinâmicos em um diálogo no Messenger”, afirma Dário.

Inteligência Artificial

Os chatbots só são possíveis graças à inteligência artificial, tecnologia que vem sendo desenvolvida há anos. Mas como chegamos a esta era que chamamos hoje de computação cognitiva? De acordo com Thiago Rotta, líder de soluções para o IBM Watson na América Latina, o ramo da computação é invadido por grandes eras, que normalmente tentam resolver problemas da época. “Passamos, por exemplo, da máquina de escrever para os sistemas programáveis, que vieram para resolver problemas de edição. Passamos a evoluir novamente e agora estamos todos conectados. Nós colaboramos para um crescimento imenso de dados não estruturados”.

A inteligência artificial entra na história a partir do momento em que estes dados precisam ser interpretados. “Ela nada mais é que a ciência e engenharia de desenvolver sistemas computacionais que, para executar tarefas exercidas por um ser humano, requer ‘inteligência’”, explica Thiago. Para ele, os chatbots chegam ao mercado para ser cada vez mais colaborativo para os seres humanos, não para substituí-lo. “O ser humano é bom em coisas que a máquina nunca vai ser, como abstração e senso moral, por exemplo. Os bots, por sua vez, são capazes de aprimorar e acelerar o processamento de determinadas coisas e repetir padrões, por exemplo.

O Watson, inteligência digital da IBM, começou como um projeto de pesquisa em 2004 e foi lançado oficialmente em 2011, no Jeopardy, um famoso programa norte-americano de perguntas e respostas. “Para algumas pessoas pode parecer simples, mas é muito complexo fazer um bot entender a linguagem natural do ser humano”, diz.

Hoje o Watson tem uma plataforma de APIs abertas que colaboram com a evolução dos bots, tornando-os cada vez mais capazes de dar respostas relevantes aos usuários, o que gera maior satisfação aos clientes. Dentre as aplicações cognitivas da plataforma estão interações pessoais, detecção de linguagem, análise de tom, reconhecimento visual e percepções de personalidade.

 

Tags: Tecnologia, Negócios

Fonte: Senior

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